Especialista da Blue Engine ensina a criar assistentes personalizados para facilitar fluxos de trabalho editorial, de audiência e negócio
15/jun/2026
Entre mesas, trocas de ideias, cases e oficinas do Festival 3i 2026, um tema era constante: o uso da inteligência artificial na Comunicação. Esse foi o tema do workshop interativo instruído por Bárbara Zarpelon, head de Marketing do Vakinha e mentora Blue Engine no AI Lab Brazil (Google News Initiative), a participantes do evento da Ajor, auxiliando no design e construção do assistente de IA personalizado e adaptado às necessidades de cada redação.
Na oficina foram criados, com apoio do Gemini e do ChatGPT, assistentes com funcionalidades como curadoria para notícias, gestor de CRM e checagem de dados.
O primeiro passo é identificar os principais sentimentos quanto ao uso da inteligência artificial. Curiosidade, pressão, empolgação e medo são comuns.
A seguir, Bárbara recomenda compreender a motivação: aprimorar o uso dos mecanismos digitais, automatizar tarefas simples e perder o medo da tecnologia costumam estar entre as respostas.
Confira e adapte às suas necessidades as quatro peças necessárias para que um assistente funcione bem. Cada uma delas abre caminho para diferentes respostas e combinações.
Dar um nome e estabelecer as maneiras que o facilitador deve se comunicar.
Determinar as principais funções e finalidades do assistente.
Algumas ferramentas, sobretudo as gratuitas, podem cometer erros ao responder pedidos feitos pelo usuário, a chamada “alucinação”. Um prompt robusto e bem trabalhado evita que aconteça. Apresentar informações inverídicas é um exemplo do que o assistente nunca deve fazer.
Enviar textos para rascunhos rápidos, áudios para longos relatos e arquivos diversos como relatórios, atas e manual de redação do veículo são ideais para garantir que o facilitador possua um bom repertório para a execução de tarefas. Materiais que apresentam a maneira de a organização se comunicar são essenciais para a criação de um assistente funcional.
O uso de recursos automatizados por Inteligência Artificial – sempre com supervisão – remove barreiras de tempo, por exemplo.
Designando funções simples, porém detalhadas ao assistente criado, a tendência é que haja tempo livre para realizar aquilo que é o diferencial do ser humano: pensar.
Reportagem produzida por estudantes de jornalismo para o Foca no 3i, parceria de cobertura do Festival 3i 2026 com ESPM-Rio, PUC-Rio, UERJ e UFRJ.
Foto em destaque: Natália Cesar (@natvcesar)/Hapu Coletivo (@hapucoletivo).